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Especial corredores: Tendinite de Aquiles

* Por Dr.Fellipe Ferreira Valle

Também chamada de tendinite do calcâneo, é a condição em que ocorre inflamação ou degeneração do tendão, com inchaço e presença de dor. O tendão de Aquiles é o maior tendão do corpo e fica na parte de trás da perna, conectando os músculos da panturrilha aos ossos do calcanhar.

Afeta tanto os atletas competitivos como os recreativos. O uso excessivo como na corrida, salto, e súbita aceleração ou desaceleração podem causar degeneração tendinosa aumentando o risco de lesão.

O treino em tempo frio, desalinhamento dos pés, má mecânica de corrida (por exemplo, supinação excessiva, dorsiflexão inadequada), calçado inadequado, fraqueza na flexão plantar, e discrepância no comprimento das pernas são alguns dos fatores de risco para tendinopatia de Aquiles.

Os corredores queixam-se tipicamente de dor ou rigidez 2 a 6 cm acima do calcâneo posterior. É provável que sejam atletas casuais ou competitivos que tenham aumentado o seu regime de treino para além da capacidade do seu tendão de curar o micro trauma de stress repetitivo, ou que tenham estado a treinar rigorosamente durante muito tempo. Pode ser encontrado história de supinação excessiva, treino em subidas íngremes, ou calçado inadequado e gasto.

A dor é geralmente descrita como em ardência, é pior com a atividade e pode ser aliviada após um período de descanso.

No quadro agudo, fazer repouso, aplicar gelo, uso de anti-inflamatórios e fitas elásticas podem ajudar. Os atletas devem efetuar um aquecimento adequado antes e alongar-se após as atividades, uma vez retomadas estas.

Na persistência dos sintomas, um médico deverá avaliar e poderá solicitar exames complementares como ultrassonografia e ressonância magnética

A tendinopatia crônica de Aquiles existe quando a dor persiste por mais de três meses. Nesse caso o tratamento deve incluir um programa de reabilitação que enfatize os exercícios de resistência. E outras opções terapêuticas podem ser empregadas. Entre elas a terapia por ondas de choque ou procedimentos guiados por ultrassonografia. Com essa técnica a lesão é visualizada e realiza-se a infiltração diretamente na mesma, como por exemplo a proloterapia ou biológicos como plasma rico em plaquetas.

Para prevenção, várias medidas podem ser empregadas, como troca do calçado, adequação do treino, aquecimento adequado, alongamento antes e após o exercício. As técnicas típicas incluem pisar na borda de um degrau deixando o calcanhar descer gradualmente, ou por dorsiflexão do pé utilizando uma banda de alongamento. Pode ser útil aos pacientes submeterem-se a uma avaliação por um treinador atlético, fisioterapeuta ou especialista em medicina desportiva para identificar desequilíbrios na flexibilidade ou força e receber instrução sobre técnicas de treino apropriadas.

*Fellipe Ferreira Valle é médico, formado pela Faculdade de medicina de Teresópolis- RJ. Fez residência e duas especializações em ortopedia e traumatologia (cirurgia do joelho e cirurgia de ombro e cotovelo )na Santa Casa de Belo Horizonte – MG, Membro da diretoria da sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia- MT, sócio fundador da associação brasileira de ultrassonografia músculo esquelética, professor de medicina na Univag e da residência de ortopedia UNIC-HGU
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