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Foto: André Durão

Autuori auxilia direção do Botafogo e pode mudar função com clube-empresa

Uma das vozes mais ativas do Botafogo durante a pandemia do novo coronavírus, o técnico Paulo Autuori aguarda o retorno do calendário para voltar ao comando do time alvinegro, mas também com um olho no futuro.

O atual cenário esportivo fez com que o treinador, que não esconde o desejo de voltar a ser dirigente em breve, ganhasse ainda mais força internamente –e uma mudança de cargo pode ocorrer logo que o departamento de futebol migrar ao modelo de clube-empresa.

Os trabalhos mais recentes de Autuori no Brasil foram em cargos diretivos –diretor-executivo no Fluminense e superintendente de futebol no Santos. Ele próprio deixou claro que aceitou o convite para ser técnico do Botafogo por gratidão ao clube, uma vez que isso sairia do planejamento pessoal.

“Abri mão daquilo que defini para a minha carreira no Brasil porque é o Botafogo e tenho que dar uma reciprocidade para o clube que tudo me proporcionou. Tudo o que eu sou no Brasil é devido à instituição, ao Botafogo. Quero contribuir para que possamos passar por algumas mudanças e transformações e dar meu contributo junto com o Espinosa”, disse, em fevereiro, ao ser apresentado.

Valdir Espinosa, reverenciado por Autuori na ocasião, estava como gerente de futebol e um dos responsáveis pela transição pela qual passa o departamento de futebol. Ele morreu em fevereiro, aos 72 anos, devido a complicações após cirurgias no intestino.

O Botafogo chegou a cogitar nomes, mas não acertou com ninguém para o cargo. Marco Agostini, nomeado vice-presidente de futebol, vem atuando, juntamente a Autuori, como elo entre o elenco e a cúpula botafoguense.

No decorrer da pandemia, o treinador foi uma das vozes ativas do time alvinegro e em discordância a um retorno precipitado, dando eco às ideias apresentadas pela diretoria. Houve, inclusive, críticas à CBF.

Há quase um mês, em entrevista coletiva virtual, Autuori admitiu que também ajuda a diretoria em assuntos relacionados à gestão. “Estou pronto, há algum tempo no futebol. Tive uma carreira como treinador e entrei na gestão técnica. Não há dificuldade. Estou ligado ao Botafogo e quero contribuir, doar. O mais importante é o ambiente que nós temos dentro do comitê gestor e com o presidente. Estamos dando passos em conjunto. Estamos passando por um momento que não prevíamos. Então, não podemos criar ainda mais dificuldades,”

Além disso, Autuori, entusiasta do uso de jogadores mais jovens, tem participado ativamente junto à base, com conversas com membros das categorias inferiores.

Segundo o presidente Nelson Mufarrej, Autuori já vem atuando quase que como uma dupla função. “Com o falecimento do Espinosa, que era uma pessoa maravilhosa, o Autuori hoje é um técnico e gerente. Ele tem interlocução, conhecimento e já está exercendo como gerente. Acho isso maravilhoso, é sensacional”, disse, em recente entrevista ao site FogaoNet.

 

 

 

 

Informações da FolhaPres, RJ