O Presidente Jair Bolsonaro (Marcos Corrêa/PR/Flickr)

Vídeo > Crises iminentes!

Por Jeverson Missias de Oliveira *

O ser humano é, naturalmente, cheio de dúvidas. Estamos vivendo nesta semana o ápice desse estado.

Estamos percebendo no horizonte diversos momentos difíceis a serem atravessados. Dois deles estão bem delineados. Duas crises que já se instalaram e não tem como fugirmos delas.

A primeira delas é a crise de autoridade que já tem nuances de crise institucional. Perigoso isso.

Desde o princípio dessa catástrofe anunciada,o ego de alguns se  contrapõe à lógica.

Não se vence uma batalha sem planejamento… Sem estratégia. Sem meios e munições para o ataque. Imaginem uma guerra.

A estratégia global (não só de saúde) a ser implantada em cada região do brasil teria que ser montada a partir de um grupo de especialistas, envolvendo autoridades de diversas áreas, contemplando diversos indicadores, dentre estes as concentrações de população ou seja, habitantes por metro quadrado, e as maiores decisões emanar do poder central.

O que estamos vendo?

– Governadores e prefeitos publicando decretos e governo federal baixando medidas provisórias para minimizar a parte fiscal e econômica.

– Os especialistas em infectologia dizem que a transmissão ainda não chegou ao ápice. Mas chegará. Reafirmam que muitos conviverão normalmente com o vírus, os chamados assintomáticos.

Estatísticas mostram que a letalidade maior está concentrada nos acima de 60 anos e/ou pessoas com alguma outra doença já instalada. Isso é fato. A imunidade de cada um é que vai definir quem vive ou morre.

A outra crise já desenhada e iminente é a crise econômica. O BRASIL PARANDO, PARA TUDO!!!

Como nos mantermos vivos com tudo parado? Nem preciso me alongar nessa análise, é obvio que a riqueza só acontece se o dinheiro girar. Os meios de produção não podem parar.

Estamos vendo grande fatia do orçamento da união sendo utilizado hoje para tapar buracos e dificuldades iminentes de estados e municípios. Se a economia travar, vai faltar dinheiro lá na frente. Se as maquininhas de produzir moedas e cédulas funcionar lá no Banco Central de qualquer jeito, a inflação explode. NÃO PODE ISSO!!!

A atitude lógica é mesmo segurar o chamado grupo de risco em casa?

Se for esta a decisão, como fazer isso?  Se usassem a previdência, antecipassem pensões ou definissem uma quantia extra para que essa massa de aposentados consiga criar alternativas imediatas para se isolarem. Penso que seria uma ideia a ser estudada. Se fizerem os cálculos talvez fique menos impactante do que os 200 Reais per capita prometidos aos profissionais liberais.

Vamos torcer para que as ideologias e interesses políticos e politiqueiros fiquem em ultimo plano. Ainda dá tempo de costurar um grande pacto nacional, pelo bem do Brasil e dos brasileiros.

Tá passando de hora de deixarmos de lado o tal jeitinho.

* Jeverson Missias de Oliveira é Economista,

Bacharel em Direito, Jornalista e Pós Graduado em

Administração Pública e Ciências Políticas.

É também editor desse site.

 

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