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Drake e Kevin o Chris — Foto: Divulgação

‘Ela é do tipo’ com Drake pode levar funk brasileiro à parada dos EUA, diz revista; veja mais reações

O remix bilíngue de “Ela é do tipo” com Drake e Kevin o Chris foi destaque nos principais sites de música dos EUA na quarta-feira (6). Eles comentaram o que a faixa representa para Drake no mercado global e para o funk brasileiro no mercado norte-americano.

Por um lado, a música mostra o “apetite global” de Drake para descobrir e incorporar ritmos urbanos pelo mundo. Ele já fez isso com o grime britânico, o dancehall jamaicano, o afrobeat nigeriano e, agora, com o funk brasileiro.

Por outro, os sites se esforçam para definir a batida do funk 150, mostrando que é algo estranho a eles. A revista “Rolling Stone” diz que Kevin o Chris tem o “raro privilégio” de levar o funk às paradas dos EUA.

Drake sendo Drake

Na análise da “Rolling Stone”, o canadense se inseriu em um novo estilo, mas não mudou o seu. “Drake se arrisca no baile funk, mas acaba soando como Drake”, diz o título. A revista tenta definir o estilo de Kevin o Chris, que “oscila entre suave e enérgico”.

“Hits de baile funk são esparsos e pesados e chegam a 150 batidas por minuto. As faixas às vezes têm pouco mais que uma linha vocal, um trecho melódico distorcido e batidas eletrônicas restritas. Drake nunca entrou nesse esquema antes, mas ele trata ‘Ela é do tipo’ do mesmo jeito que suas faixas de R&B, cantando seus versos suaves e tristes sobre um romance problemático”, descreve a revista.

Chance para o funk

A “Rolling Stone” cita parcerias anteriores. “Drake não é o único artista olhando para o Brasil. O baile funk começou a ganhar novos níveis de exposição global em 2017, em parte graças ao bom resultado no YouTube – Kondzilla, um dos dez canais mais populares do mundo, é todo dedicado ao baile funk.”

“Gravadoras grandes notaram como o gênero é popular e começaram a procurar jeitos de alcançar os entusiastas do baile funk. A Universal pegou “Bum bum tam tam”, de MC Fioti – primeira música de um bilhão de views do baile funk – e lançou um remix com Future e J. Balvin. 2 Chainz e French Montana apareceram em um remix do grande hit “Olha a explosão”, do brasileiro Kevinho”, diz a revista.

A “Rolling Stone” conclui: “Com ajuda de Drake, MC Kevin o Chris pode usufruir de um raro privilégio para um artista de baile funk: entrar nas paradas dos EUA”.

O site “Hypebeast” faz a mesma análise: “Drake não é o único rapper da América do Norte que vê potencial no baile funk. Nos últimos meses, Future, 2 Chainz e French Montana apareceram em remixes de faixas conhecidas dos maiores exportadores do gênero.”

Capa do single com remix de 'Ela é do tipo', de Kevin O Chris com Drake — Foto: Divulgação
Capa do single com remix de ‘Ela é do tipo’, de Kevin O Chris com Drake — Foto: Divulgação

 

‘Apetite global’

“O apetite global de Drake é uma de suas características mais ridicularizadas, mas também o manteve à frente do estrelato mundial nos últimos cinco anos, então faz sentido para ele continuar mergulhando em sons regionais, mesmo com as acusações de ‘abutre cultural’. Sua experiência global mais recente é a presença no hit de funk carioca do brasileiro Kevin o Chris”, diz o site Uproxx.

O Stereogum vai na mesma linha: “Drake passou a última década caçando tendências de um jeito esperto (…), e sua assinatura mais recente é com o artista brasileiro Kevin o Chris.”

O site também tem a mesma impressão da “Rolling Stone” de que Drake não se esforçou para mudar o estilo. Segundo o texto, ele “coloca só o suficiente de si na música para garantir mais audições, entrando no primeiro verso e fazendo um dueto no refrão no fim.”

Não é bem assim

O site Uproxx traça um cenário que não vale para o Brasil. O site dos EUA diz: “Já que (Drake) é um dos artistas mais populares de quase todo país em que sua música é tocada, ele frequentemente retribui dando a bênção a destaques locais com sua disputada assinatura.”

Drake entra em rankings de streaming no Brasil, mas ainda abaixo de hits de artistas como Kevin o Chris. Nos últimos doze meses no YouTube, as músicas do canadense tiveram 82,9 milhões de visualizações no Brasil. As de Kevin o Chris foram mais de dez vezes mais ouvidas no período: 974 milhões de vezes.

Por G1