O cantor Jão (Claudio Gatti/VEJA)

Jão: ídolo da sofrência pop lança o segundo (e melancólico) disco

(Universal Music; disponível nas plataformas de streaming) Das dores de Marvin Gaye ao vocal cortante de Adele, a desilusão amorosa já provou ser um terreno bastante fértil para a música. O cantor Jão engrossa a lista — ainda que esteja a quilômetros de distância dos dois exemplos, o paulista é um forte representante da sofrência pop brasileira, subgênero encabeçado pela pernambucana Duda Beat. Em seu segundo disco, Anti-Herói, o rapaz de 24 anos chora com elegância um rompimento recente e transforma as dores em hits radiofônicos. Letras que exorcizam o namoro sugerem que houve mais entrega por parte dele do que por sua cara-metade, caso das faixas Essa Eu Fiz pro Nosso Amor, na qual enumera momentos saudosos da relação, e Fim de Festa, lamentando não ser a prioridade da pessoa amada. O tom melancólico dos versos é forrado de uma produção contemporânea, que encontra uma boa mistura da sonoridade acústica com contornos grandiloquentes, e remete aos melhores momentos da banda Coldplay.

com informações  Sérgio Martins/