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Região da Mina Gongo Soco, perto de Barão de Cocais (Google Maps/Reprodução)

Barragem em Barão de Cocais está em nível máximo de alerta para rompimento

A cidade entrou em alerta máximo para um possível rompimento e as sirenes foram ouvidas no município pela segunda vez em pouco mais de um mês

 

O nível de alerta da barragem de Gongo Soco, da Vale, em Barão de Cocais (MG), subiu de 2 para 3, na noite desta sexta-feira, 22. A cidade entrou em alerta máximo para um possível rompimento e as sirenes foram ouvidas no município.

O prefeito da cidade, Dércio Geraldo dos Santos (PV), afirmou que as sirenes foram disparadas no fim da noite, mas ainda não se sabe o motivo da mudança do nível de risco. E, apesar do alerta máximo, não há motivo para pânico: “A área de autossalvamento (região onde a lama passaria em caso de rompimento da barragem) já foi toda evacuada quando o nível de alerta subiu para dois. Ou seja, não há nenhum risco para a população. O que há são pessoas na zona secundária, que não correm risco de serem diretamente atingidas”.

No dia 8 de fevereiro, 452 moradores das comunidades de Piteiras, Socorro e Tabuleiro, que ficam na zona de autossalvamento, foram retirados de suas casas depois de sirenes serem acionadas na cidade por risco de rompimento de barragem.

Em entrevista coletiva, o tenente coronel Flávio Godinho, porta-voz da Defesa Civil, afirmou que há risco real de rompimento. Segundo ele, a elevação do nível de risco ocorreu após estudos de segurança realizados na barragem por uma empresa que informou a situação à Vale, que repassou os dados aos órgãos de segurança.

Godinho informou ainda que sete viaturas do batalhão de choque da Polícia Militar estão a caminho do município para ajudar na retirada das pessoas da área secundária, que fica a dez quilômetros da barragem, caso a estrutura venha a se romper. Essas pessoas teriam pouco mais de uma hora para sair do local.

De acordo com a prefeitura de Barão de Cocais, o acionamento das sirenes foi uma orientação da Agência Nacional de Mineração.

Em nota, a Vale informa que a medida preventiva se faz necessária tendo em vista o fato do auditor independente ter informado a condição crítica de estabilidade da barragem. Com o nível 3, foi acionada a sirene de alerta que cobre a zona de autossalvamento, como reforço de medida preventiva, já que a evacuação da área próxima à barragem foi realizada em 8 de fevereiro.
A Vale reitera que continua adotando uma série de precauções para aumentar a condição de segurança de suas barragens e lembra que Gongo Soco é uma das dez barragens inativas remanescentes e faz parte do plano de descaracterização anunciado pela empresa.
Da Redação – Veja