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© Reprodução/Facebook

João Carlos Marinho, autor de ‘O Gênio do Crime’, morre aos 83 anos

Escritor estava internado para tratar infecção e foi reconhecido como marco da renovação da literatura infantojuvenil no Brasil

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O escritor João Carlos Marinho morreu neste domingo (17), aos 83 anos, em São Paulo.

Autor do clássico juvenil “O Gênio do Crime”, Marinho estava internado desde fevereiro no Hospital Sancta Maggiore da Mooca, na zona leste da capital paulista.

Nascido no Rio de Janeiro em 1935, Marinho se mudou com a família para Santos e, depois, para São Paulo, ainda na infância.

Estudou direito na Faculdade do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), e passou a advogar na cidade de Guarulhos, onde viveu até 1987, quando se mudou para São Paulo.

Em 1969, quando ainda atuava na área jurídica, Marinho publicou sua principal obra, “O Gênio do Crime”.

O livro -cuja publicação completou 50 anos em fevereiro– foi a primeira das 13 aventuras que o autor criou para a Turma do Gordo.

Na trama, os personagens ajudam o dono de uma fábrica de figurinhas de futebol a descobrir um criminoso que falsificava os cromos mais raros.

O autor calculava terem sido vendidos cerca de 1,2 milhão de exemplares do livro, em mais de 60 edições.

A obra foi traduzida para o espanhol e chegou a ter uma adaptação para o cinema, em 1973, chamada “O Detetive Bolacha Contra o Gênio do Crime”.

Autoras como Ruth Rocha e Ana Maria Machado citaram o livro como uma referência importante no movimento de renovação da literatura infanto-juvenil que se daria nos anos 1970.

No total, Marinho publicou 16 livros, 12 deles dedicados às aventuras da Turma do Gordo. Um deles, “Sangue Fresco”, rendeu ao autor o prêmio Jabuti de 1982.

Além dos títulos infanto-juvenis, Marinho escreveu para o público adulto os livros de contos “Pai Mental e Outras Histórias” (1983) e “O Dueto dos Gatos” (2012), os romances “Professor Albuquerque e a Vida Eterna” (1973) e “Pedro Soldador” (1976), o livro de poemas “Anjo de Camisola” (1988), além do ensaio “Conversando de Monteiro Lobato” (1978).

O corpo de Marinho será velado a partir das 10h desta segunda (18), no cemitério do Araçá, e enterrado às 16h no cemitério da Consolação, ambos na região central.

 

Por FolhaPress