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Wellington Camargo após implante de parte da orelha, em Goiânia — Foto: Reprodução/ O Popular

Wellington, irmão de Zezé de Camargo é preso em Goiânia por não pagar pensão alimentícia, diz polícia

Segundo Polícia Civil, irmão de Zezé e Luciano foi encaminhado à Central de Flagrantes e levado à unidade prisional de Senador Canedo, na Grande Goiânia.

O cantor Wellington Camargo, irmão da dupla Zezé di Camargo e Luciano, foi preso, na terça-feira (29), por não pagar uma pensão alimentícia, em Goiânia. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, ele foi levado à Central de Flagrantes da corporação e, na sequência, foi encaminhado à Unidade Prisional de Senador Canedo, na Região Metropolitana da capital.

A assessoria do Wellington Camargo informou ao G1, por telefone, que “não tem nada a declarar” sobre a prisão do cantor.

Wellington Camargo foi preso na noite de terça-feira, no Jardim América, na região sul de Goiânia. O cantor se separou de Yara Silva em 2017. No registro que consta no sistema da Polícia Civil, conforme informou a assessoria da corporação, consta que a prisão foi dívida de uma pensão alimentícia, mas não revela a quem.

Wellington Camargo na janela de hospital após ser encontrado depois de sequestro — Foto: Weimer Carvalho/ O Popular
Wellington Camargo na janela de hospital após ser encontrado depois de sequestro — Foto: Weimer Carvalho/ O Popular

Sequestro

Wellington foi sequestrado há 17 anos, em Goiânia, em um caso que mobilizou todo o país. Em entrevista ao G1 em dezembro de 2012, ele afirmou que os dias de cativeiro não saem de sua memória. “Até hoje, tenho pesadelo com isso. Por incrível que pareça, ainda sonho que estou sendo sequestrado”, lembrou.

Vítima de uma poliomielite aos 2 anos de idade, Wellington é cadeirante. Na noite de 16 de dezembro de 1998, ele foi levado por quatro homens armados. O cantor, que teve metade da orelha esquerda cortada pelos sequestradores durante os 94 dias que ficou em cativeiro, em uma chácara a 27 quilômetros de Goiânia

Após o sequestro, o cantor afirmou que não anda mais sozinho. “Sempre tem uma pessoa do meu lado. Durante alguns anos, tive medo [de sair de casa], mas aprendi a não ter mais. Só evito sair à noite. Minha vida é diurna. Tenho medo é da violência urbana, a que qualquer pessoa está sujeita”, destaca.

No decorrer das negociações, os criminosos reduziram o valor pedido inicialmente no resgate, de US$ 5 milhões para US$ 300 mil. O dinheiro foi pago em 20 de março de 1999. Wellington diz que naquele dia passou a situação mais desesperadora, maior até mesmo do que quando teve parte da orelha cortada como prova de que estava vivo, uma semana antes.

“O pior momento foi pouco antes de eu ser libertado, porque não sabia o que estava acontecendo. Não sabia se ia ser solto ou assassinado. Eu era um passaporte para eles. E ouvi que eles já estavam com o dinheiro”, lembra. No entanto, Wellington garante que nunca teve medo de morrer: “Eu tive cisma. Na morte, nunca acreditei. Sempre acreditei muito em Deus”.

Música

Morando atualmente em Goiânia, Wellington diz que passa a maior parte do tempo viajando, dedicando-se à carreira musical, que ele iniciou após o sequestro, no fim de 1999. Wellington tornou-se compositor sertanejo, mas agora também é cantor gospel.

Ele já lançou cinco CDs e vendeu mais de 3 milhões de cópias. Em um ano, somou mais de 180 apresentações pelo país.

Do G1