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Vista aérea da região afetada pelo rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) - 26/01/2019 (Andre Penner/AP)

Sirene é acionada em Brumadinho e comunidades são evacuadas

Alerta foi acionado após aumento nos níveis de água e risco de rompimento de mais uma barragem na região da Mina Córrego do Feijão

Moradores das comunidades Córrego do Feijão e Tejuco, em Brumadinho (MG), tiveram de deixar suas casas nas primeiras horas deste domingo 27. Por volta das 5h30 da manhã, a mineradora Vale acionou a sirene que indica risco de rompimento de mais uma barragem, a B6, após um aumento nos níveis de água.

“A barragem não rompeu, mas os técnicos indicaram risco iminente de rompimento e acionaram a sirene de evacuação. Nós estamos com a tropa já mobilizada para essa evacuação”, afirmou o Coronel Ângelo, comandante de operações na região.

“Essa é uma barragem que contempla água. Desde ontem, está sendo feito um movimento de bombeamento dessa água para fora, para esvaziá-la e torná-la mais segura. Imediatamente, com a sirene acionada, o Corpo de Bombeiros está executando o evacuamento das comunidades que ficam nas imediações da barragem”, afirmou o tenente Pedro Aihara, porta-voz da corporação.

Agora, os trabalhos de resgate foram suspensos.  A equipe do Corpo de Bombeiros está orientando a evacuação. Os moradores devem abandonar suas casas e procurar três pontos: a Igreja Matriz, no centro de Brumadinho, a delegacia e o Morro do Querosene. Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, esses são locais considerados seguros, mesmo que haja rompimento da barragem.

Os moradores são conduzidos para os pontos mais altos da cidade, previstos em um plano de emergência elaborado previamente. Em nota, a Vale afirma que o acionamento da sirene foi uma medida preventiva e que a empresa seguirá monitorando a situação na barragem B6.

Vítimas

Chegou a 37 no início da manhã deste domingo, dia 28, o número de mortos confirmados no desastre do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG). Apenas oito foram identificados. Conforme informações do governo de Minas Gerais, 296 pessoas continuam desaparecidas, das quais 166 funcionários da mineradora e 130 terceirizados. Foram resgatadas com vida 366 pessoas, das quais 221 funcionárias da Vale e 145 terceirizadas. Outras 23 pessoas estão hospitalizadas.

Conforme informações do governo de Minas Gerais, 296 pessoas continuam desaparecidas, das quais 166 funcionários da mineradora e 130 terceirizados. Foram resgatadas com vida 366 pessoas, das quais 221 funcionárias da Vale e 145 terceirizadas. Outras 23 pessoas estão hospitalizadas.

Por Guilherme Venaglia, de Brumadinho (MG)- Veja