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Suspeito de matar Vanusa da Cunha Ferreira é preso em Goiânia — Foto: Honório Jacometto/TV Anhanguera

Suspeito de matar motorista de app se diz empresário de cantores e afirma à PM que estava bêbado e não se lembra do que fez

Preso em Goiânia, Parsilon dos Santos aparece com dupla em vídeo gravado horas antes do crime. Vanusa Ferreira estava prestando serviço particular. Segundo irmão dela, detido devia à vítima R$ 1,3 mil em corridas particulares.

O homem que foi preso suspeito de matar a motorista de aplicativo Vanusa da Cunha Ferreira, de 36 anos, se apresentava como empresário da dupla sertaneja que aparece em um vídeo gravado antes da morte da mulher. Segundo a Polícia Militar, ao ser detido, Parsilon Lopes dos Santos, de 45 anos, disse que “estava embriagado” quando esteve com a vítima. A motorista atendeu o grupo de forma particular, sem vínculo com a plataforma de transporte privado à qual estava vinculada.

“Ele relatou que esteva muito embriagado e que não se lembra do que fez, mas relatou que esteve com ela o tempo todo e que estava junto com ela até a hora que ele lembra”, disse o tenente-coronel Giuliano Eustáquio.

G1 não conseguiu localizar a defesa do suspeito até a publicação desta reportagem.

Vanusa, que era técnica em enfermagem e motorista nas horas vagas, foi encontrada morta na noite de domingo (20), no Jardim Copacabana, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, depois de quase dois dias desaparecida. Horas antes, o carro dela foi achado em uma rua vicinal da cidade e passou por perícia.

A prisão de Parsilon aconteceu na segunda-feira (21), em uma rua do setor Jardim Bela Vista, em Aparecida de Goiânia.

“Ele se assustou quando viu a viatura, logicamente isso chamou a atenção dos policiais, e assim que eles realizaram a abordagem diretamente ele já assumiu a responsabilidade do crime ocorrido. De tanta movimentação que eles estavam fazendo na área, automaticamente ele resolveu se entregar”, afirmou o tenente-coronel.

O homem foi levado para a Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic). Conforme apurou a TV Anhanguera, ele deve ser interrogado pela delegada Mayana Rezende. Ainda não há informações sobre o depoimento.

Vídeo com suspeito

Conhecido como Camargo, Parsilon aparece em vídeos e fotos enviados por Vanusa a parentes na noite de sexta-feira (18) (assista acima). Na gravação, ele está com a dupla Zé Luccas e Matheus em um bar de Goianésia, a 180 km de Goiânia, após os sertanejos se apresentarem.

Vanusa acessou as redes sociais pela última vez às 4h de sábado (19). Depois, ela não deu mais notícias.

Zé Luccas conta que Camargo se apresentava como empresário da dupla, mas ainda não tinham assinado um contrato. Isso deveria ocorrer nos próximos dias.

O artista negou qualquer envolvimento na morte de Vanusa: “Sou apenas testemunha, não sou bandido”. “Ela me deixou com meus companheiros de banda em casa por volta de 4h30 [de sábado, 19] e seguiu viagem com o outro passageiro”, completou.

Fotos que Vanusa da Cunha Ferreira teria mandado para amigas horas antes de desaparecer — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Fotos que Vanusa da Cunha Ferreira teria mandado para amigas horas antes de desaparecer — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Dívida

De acordo com parentes, Vanusa costumava transportar a dupla e o empresário da capital até a cidade do interior. A família diz que o grupo tinha uma dívida com a motorista.

“O sobrinho dela contou que eles deviam mais de R$ 1,3 mil só de corrida e que essa seria a última, que pagariam tudo dessa vez”, disse o irmão da vítima, Dárcio da Cunha Ferreira.

Já o músico diz que ele não tinha nenhuma dívida. “Ele deu golpe na Vanusa e na gente. A gente não sabia que ele estava devendo para ela”, afirma Zé Luccas.

O corpo de Vanusa foi velado em Goiânia e levado para Itapirapuã, no interior do estado, onde deve ser enterrado.

Vanusa da Cunha Ferreira desapareceu após corrida particular — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Vanusa da Cunha Ferreira desapareceu após corrida particular — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Por Paula Resende, G1 GO