• Home
  • Ciência
  • Pesquisa indica que casca da jabuticaba previne diabetes e melhora funções hepáticas
Pé de jabuticaba no Sul de Minas — Foto: Carlos Cazelato/Reprodução EPTV Pé de jabuticaba no Sul de Minas — Foto: Carlos Cazelato/Reprodução EPTV Pé de jabuticaba no Sul de Minas — Foto: Carlos Cazelato/Reprodução EPTV

Pesquisa indica que casca da jabuticaba previne diabetes e melhora funções hepáticas

Estudo é do Instituto de Biologia da Unicamp e feita em camundongos envelhecidos.

 

Pesquisa do Instituto de Biologia da Unicamp (IBUnicamp) realizada em camundongos idosos comprovou o poder do extrato da casca da jabuticaba na redução de gordura e inflação no fígado, além da prevenção do pré-diabetes.

As doses do extrato do fruto aumentaram os índices do colesterol bom- o HDL-, diminuíram a hiperglicemia, além de trabalhar como um aliado do metabolismo de lipídeos –moléculas de gordura-.

Descontrolados, fatores como o colesterol bom e hiperglicemia estão presentes no pré-diabetes.

A pesquisa, que foi publicada no Journal of Functional Foods, durou quatro anos e foi coordenada pela professora do IBUnicamp Valéria Helena Alves Cagnon Quitete, para defesa de tese de doutorado da pesquisadora Celina de Almeida Lamas.

“Este resultado [pesquisa] é o primeiro de outros que estamos enviando”, disse a professora Valéria Quitete.

Ela confirmou também que os resultados estão ligados a camundongos envelhecidos porque são mais vulneráveis ao pré-diabetes e outras alterações hormonais.

De acordo com os pesquisadores, ainda não há prazo para que o extrato da casca da jabuticaba seja usado em seres humanos, mas uma empresa nacional está o licenciando para usá-lo comercialmente.

A responsável pelo estudo no Instituto de Biologia da Unicamp, Valéria Helena Alves Cagnon Quitete — Foto:  Antoninho Perri/ Ascom UnicampA responsável pelo estudo no Instituto de Biologia da Unicamp, Valéria Helena Alves Cagnon Quitete — Foto: Antoninho Perri/ Ascom Unicamp

O estudo

O uso do extrato da casca da jabuticaba foi feito pelo Instituto de Biologia em parceria com o Instituto de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, que estuda frutas vermelhas.

Para se chegar ao resultado, os pesquisadores dividiram os camundongos em vários grupos.

Um deles tinha animais jovens com três meses de idade. Eles receberam a dieta padrão. Outro grupo tinha camundongos com 11 meses de idade, mas com dieta rica em gordura.

Dois outros grupos, que tinham animais envelhecidos, receberam doses de 2,9 ou 5,8 gramas de extrato de jabuticaba por quilo de peso. Também receberam uma dieta padrão por dois meses, segundo a professora Valária Quitete.

Dois outros grupos de animais envelhecidos receberam uma dose de 2,9 ou 5,8 gramas de extrato por quilo e uma dieta rica em gordura por 60 dias.

Os resultados apontaram que os camundongos envelhecidos não tiveram ganho de peso, reduziram o processo inflamatório e os parâmetros do pré-diabetes.

Este estudo associado a uma segunda pesquisa do grupo comprovou também a melhora significativa na estrutura da próstata e nos processos inflamatórios.

“Tivemos resultados promissores”, finaliza Valéria Quitete.

Por Luciano Calafiori, G1 Campinas e Região