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O presidente eleito, Jair Bolsonaro, participa da formatura de sargentos da Aeronáutica na Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), na cidade de Guaratinguetá (SP) - 30/11/2018 (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Bolsonaro volta a falar em fraude e diz ter plano para mudar eleição

Segundo dados do TSE, o pesselista foi eleito com vantagem de 10,7 milhões de votos sobre o segundo colocado, Fernando Haddad (PT)

Em discurso realizado por videoconferência durante a Cúpula Conservadora das Américas, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) voltou a falar em fraudes e prometeu propor mudanças no processo eleitoral ainda em 2019.

O evento, que reuniu partidos, figuras e organizações conservadoras de vários países da América Latina, aconteceu na noite deste sábado 8 em Foz do Iguaçu. Na fala de encerramento, Jair Bolsonaro, mesmo vitorioso na eleição, levantou novamente a possibilidade de o processo ter sido fraudado.

“Nós pretendemos no primeiro semestre apresentar uma boa proposta de mudança do sistema de votação no Brasil porque eu e muitos entendem que nós só ganhamos porque tínhamos muitos, mas muitos mais votos do que eles [o PT]”, disse.

Segundo dados do TSE, o pesselista foi eleito com vantagem de 10,7 milhões de votos sobre o segundo colocado, Fernando Haddad (PT). Bolsonaro afirmou, no entanto, desconfiar que essa margem tenha sido muito maior do que o que foi contabilizado pelo tribunal.

“Não é porque nós ganhamos agora que devemos confiar nesse processo de votação. Entendemos o apoio e a preocupação de muitos integrantes do TSE que diziam que não tínhamos de nos preocupar, mas temos sempre de nos preocupar porque eles não dormem no ponto, não perdem por esperar para mudar o destino do nosso Brasil”

Cúpula Conservadora

Sediada em Foz do Iguaçu, a Cúpula Conservadora das Américas reuniu lideranças e organizações conservadoras e anticomunistas de países latino-americanos como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai e Venezuela.

Estiveram presentes representantes da nova direita brasileira ligados ao PSL, como escritor Olavo de Carvalho, o herdeiro da família real portuguesa Luiz Philippe de Orleans e Bragança e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que também foi um dos organizadores do evento.

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