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Foto Agência Brasil

Defesa de Adélio diz que ‘discurso de ódio’ motivou ataque a Bolsonaro

Homem que esfaqueou Bolsonaro é defendido por quatro advogados particulares. Ele será transferido a presídio federal nos próximos dias

Os advogados que representam Adélio Bispo de Oliveira, o homem que esfaqueou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), sustentam que a agressão foi um movida pelo que classificam de “discurso de ódio” do próprio candidato. Quatro advogados acompanharam Adélio na audiência de instrução com a juíza Patrícia Alencar, na Justiça Federal, na tarde desta sexta-feira (7), que manteve a prisão dele e determinou sua transferência a um presídio federal.

“Esse discurso de ódio do candidato é que desencadeou essa atitude extremada do nosso cliente”, disse o advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior. Um dos motivos, segundo a defesa, foi a referência pejorativa aos negros quilombolas, já que seu cliente se identifica como negro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o deputado federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) por declarar que membros de um quilombo no interior de São Paulo “não fazem nada” e “não servem nem para procriar mais. Bolsonaro é acusado do crime de racismo neste caso. A Primeira Turma do STF tem dois votos para receber a denúncia da PGR e dois votos para rejeitá-la. Resta um voto, o do ministro Alexandre de Moraes.

O advogado de Adélio Bispo de Oliveira informou que a defesa concordou com a transferência dele para um presídio federal, para garantir sua integridade.

Zanone Júnior também disse concordar com o indiciamento de seu cliente pelo Artigo 20 da Lei de Segurança Nacional, que fala em “praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político”. A pena para esse tipo de crime é de reclusão de três a dez anos, podendo ser aumentada em até o dobro, se o fato resultar em lesão corporal grave – e até o triplo se resultar em morte.

O defensor afirmou ainda que vai pedir um exame de sanidade mental em seu cliente.

Por Agência Brasil/Veja