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Neymar em ação contra a Sérvia - Foto Reprodução

Neymar sem cai-cai: mais veloz, mais quilômetros e mais solidário

Na vitória por 2 a 0 do Brasil sobre a Sérvia, na última quarta-feira, pela 3ª rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2018, os torcedores verde e amarelos puderam ver um Neymar muito diferente das partidas contra Suíça e Costa Rica.

Sem o mesmo “cai-cai” das duas partidas iniciais do Mundial da Rússia, o camisa 10 de Tite mostrou evolução em seus números e principalmente no jogo de equipe, correndo mais e cobrindo uma faixa maior do gramado.

Dessa forma, o craque ajudou tanto ofensivamente quanto defensivamente.

Segundo dados do TruMedia, banco de estatísticas exclusivo da ESPN, o astro percorreu 9.716 m durante o duelo contra os sérvios, com velocidade média de 32,18 km/h.

Ele ficou 69% do tempo parado ou andando, mas, nos minutos em que correu, foram só 64% no campo de ataque, o que significa que ele ajudou a defesa correndo 36% do tempo para ajudar a marcar.

Nos outros jogos, os dados haviam sido bem diferentes.

Contra a Costa Rica, por exemplo, Neymar percorreu distância menor (9.411 m) e correu mais devagar (31,72 km/h).

Além disso, ficou 70% do tempo parado ou andando, e, quando correu, ficou 71% no ataque, ajudando bem menos na defesa.

Já no duelo inicial contra a Suíça, o atacante teve distância ainda menor (9.117 m) e mostrou sua pior velocidade média na Copa: 29,02 km/h.

Caindo muito, ainda ficou 72% do tempo parado ou andando e, nos momentos de corrida, 71% foram no ataque.

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

Apesar das faltas sofridas na vitória contra a Sérvia, o camisa 10 não perdeu a paciência como diante da Costa Rica e evitou um cartão amarelo que poderia tirá-lo das oitavas de final.

Pensando apenas em jogar bola, o atacante do PSG conseguiu sete finalizações no jogo em Moscou, três no alvo. Ele foi o mais acionado em campo da seleção – 117 vezes – e perdeu só quatro domínios, bem abaixo dos dois primeiros jogos.

Neymar também buscou o drible 14 vezes contra os sérvios, mas não teve bom aproveitamento. Nos passes, 82% foram certos.

Por vezes, as faltas recebidas irritavam os adversários. Em outras, o astro buscou uma “cavada”, mas o árbitro não caiu na dele.

Com relação aos jogos passados, Neymar foi mais objetivo, porém ainda prendeu muito a bola em certos momentos, atrapalhando o desenvolvimento das jogadas.

A atuação desta quarta, porém, não deixa dúvidas: ele está crescendo e querendo brilhar na Copa do Mundo.

 

Da ESPN Brasil