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Escombros de prédio que desabou no Centro de SP (Foto: Kleber Tomaz/G1)

Bombeiros dizem ser possível encontrar sobreviventes no prédio que desabou no Centro de SP

No sétimo dia de buscas pelos desaparecidos do prédio que caiu no Centro de São Paulo, o Corpo de Bombeiros declarou ser possível encontrar sobreviventes.

“O Corpo de Bombeiros sempre trabalha com a hipótese de encontrar vítimas com vida”, disse o major Eduardo Drigo nesta segunda-feira (7) ao G1. “Então, até que se chegue ao término do serviço, trabalhamos com essa possibilidade”.

Os bombeiros procuram nos destroços oficialmente 5 pessoas que desapareceram após o prédio pegar fogo e ruir na última terça-feira (1). São uma mulher e seus gêmeos e mais um casal. São eles: Selma Almeida da Silva, 40; Welder e Wender, 9, filhos dela dela; e Eva Barbosa Lima, 42 e Walmir Sousa Santos, 47.

Na sexta-feira (4) foi encontrado o corpo de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, que caiu junto com o prédio quando os bombeiros tentaram resgata-lo. A TV Globo flagrou a queda do morador.

Segundo o major, existe a possibilidade de que bolsões de ar tenham se formado entre as lajes possibilitando que pessoas soterradas respirem. Elas também poderiam beber água lançada pelos bombeiros para apagar as chamas.

Major Eduardo Drigo (Foto: Kleber Tomaz/G1)
Major Eduardo Drigo (Foto: Kleber Tomaz/G1)

O major citou o caso do World Trade Center nos Estados Unidos em 2001, quando bombeiros encontraram sobreviventes em bolsões de ar. “Sem dúvida, se tomar por exemplo a situação do World Trade Center, após vários dias foram encontradas pessoas”.

A diferença é que foram encontrados sobreviventes 27 horas após a queda das Torres Gêmeas, alvo de ataques terroristas. “Laje sobre laje existe a possibilidade de bolsões de ar. Não é tão grande, mas existe, sempre existe”.

Segundo o capitão Marcos Palumbo, porta-voz dos Bombeiros, há relatos internacionais de salvamento de pessoas até 14 dias após terem sido soterradas.

O tempo máximo que se tem conhecimento de um sobrevivente nessas condições é de 14 dias. Ocorreu na Indonésia”.

De acordo com Palumbo, se houver desaparecidos no prédio, eles estariam estariam do oitavo andar para baixo porque ainda há foco de incêndio, o que indica que há oxigênio.

“Se os desaparecidos estiverem no subsolo, com água e com oxigênio, e com controle emocional diante desse estresse, é possível encontrá-las com vida”, disse Palumbo

O major Drigo acredita que os trabalhos de remoção dos destroços devem durar mais 15 dias. “O Corpo de Bombeiros só vai sair do local na hora que atingir o pavimento do último subsolo”.

Arte mostra o prédio incendiado e as outras construções interditadas por falta de segurança no Centro de SP (Foto: Foto: Alexandre Mauro, Wagner M. Paula, Igor Estrella e Roberta Jaworski/G1) P)

Arte mostra o prédio incendiado e as outras construções interditadas por falta de segurança no Centro de SP (Foto: Foto: Alexandre Mauro, Wagner M. Paula, Igor Estrella e Roberta Jaworski/G1) P)

 

 

 

Por Kleber Tomaz e Daniel Médici, G1 SP