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DERRFVA

Mulher de estelionatário é presa ao registrar falso roubo de veículo

 Casos como esse correspondem a 15% dos registros na Derrfva

Anni Tatiane Fanais da Silva, 31 anos, foi presa no final da tarde de segunda-feira (26), ao procurar a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Derrfva), da Polícia Judiciária Civil, para registrar falsa ocorrência de roubo a veículo em Cuiabá.

Os policiais da especializada desconfiaram da veracidade do roubo relatado por Anni,  também com passagens criminais por roubo e tráfico de drogas, após informação de que o veículo deles, um Ford Ecosport, cor branca, tinha sido capturado pela Polícia Militar, envolvido em caso de estelionato realizado em agências bancárias, em Várzea Grande.

Orientada pelo companheiro,  E.X.L, 35, (proprietário do veículo), a suspeita resolveu denunciar falsamente que o automóvel tinha sido roubado, informação que se mostrou inverídica, ao perceber que sua versão falsa já havia sido descoberta, a mulher se mostrou agressiva e chegou a desacatar policiais.

 

Revista pessoal realizada na investigada localizou valor em espécie de aproximadamente R$ 4mil, incluindo duas notas falsas de R$ 50. Por se tratar de falsificação grosseira foi configurado crime de estelionato.

Autuada em flagrante pelos crimes de falsa comunicação de crime, desacato e estelionato, a detida será encaminhada para audiência de custódia nesta terça-feira (27).

Registro de ocorrências falsas

De acordo com o delegado titular da Derrfva, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, infelizmente tem se tornado frequente na delegacia os registros de falsos furtos e roubos a veículos.

“A falsa comunicação de crime está presente em cerca de 15% dos registros na Derrfva. Isso acontece por diversas motivações, seja para encobrir um outro crime [como no caso descrito acima], ou para buscar reparo em desacerto comercial, quando, por exemplo, a pessoa vende um carro, não faz contrato, não recebe o valor, e para recuperar o veículo comunica furto ou roubo”, explica o delegado.

Apesar de não serem procedentes, os registros falsos aumentam os índices oficiais (estatísticas) de subtração a veículos e mobilizam as forças de Segurança Pública para repressão de crimes patrimoniais que não aconteceram de fato, atrapalhando assim o trabalho real e sério de prevenção e repressão das ocorrências.

Independente da motivação, quem registra ocorrência falsa responderá criminalmente pelo ato. A previsão legal esta no artigo 340, Código Penal, “provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou contravenção que sabe não se ter verificado”. (Com assessoria PJC-MT)

Por Samara Moura