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Blocos carnavalescos de rua, uma alegria “Sempre Vivinha” em Cuiabá

Por Edileuza Faria*

O mês de fevereiro chegou… e na mala trouxe uma alegoria cheia de brilhos, fantasias, purpurinas e muita alegria…pois é carnaval, e nos dias de folia, parece que ninguém vive as tristezas da vida…

O carnaval no Brasil, é a celebração popular mais festejada, sendo um dos principais elementos que compõe o calendário da cultura nacional. E “abre alas” porque, são cinco dias de pura diversão, mobiliza muita gente, inclusive turistas, que movimentam a economia das cidades.

Em Cuiabá não será diferente. De acordo com alguns veículos de comunicação da capital, a cidade terá diversas atrações carnavalescas entre os dias 09 à 13 de fevereiro (aguarda-se confirmação de locais e atrações). Os tradicionais blocos de rua, o Imprensando o Bebum, Vem Oyá Jejé, Bloco da Mandioca e Divas Cuiabanas, fazem parte da programação festiva. Com o objetivo de preservar a cultura regional, os blocos vão levar para os foliões de épocas distintas, a alegria dos nostálgicos momentos de magia, que marcaram os carnavais de rua da histórica Cuiabá, com marchinhas, fantasias e muitas outras folias…

E por falar em “alegria nostálgica”, quando eu estava na faculdade de Comunicação, fiz um trabalho que retratava sobre festas e personagens históricos de Cuiabá. O tema  era carnaval, com isso, os foliões mais saudosistas devem se lembrar dos antigos blocos de rua da cidade: Estrela D´Alva, Estrela do Oriente, Sempre Vivinha, Coração da Mocidade e Marinheiros. É certo que o carnaval daqueles tempos, não era esse grande evento como o conhecemos hoje, mas até onde eu pesquisei, constatei que a folia era garantida, e todos faziam questão de colocar suas fantasias para fora do armário.

Cada bloco contava com suas particularidades e atrações, até porque, havia disputa. As rainhas chamavam a atenção pela beleza das fantasias e formosura…os figurinos impressionavam pela criatividade…os mascarados assustavam…pierrô e colombinas encantavam… as marchinhas e o enredo folclórico empolgavam… e as tradicionais batalhas de confetes, misturavam   pessoas de todas as idades…

Bloco sempre vivinha – Foto Arquivo Aníbal Alencastro

Mas o bloco “Sempre Vivinha”, comandado pelo saudoso Benedito do Nascimento, “Seo Nhozinho” era o cordão que mais entusiasmava os foliões. No quesito fantasia, Nhozinho era visionário, e fazia questão de levar para   ruas e avenidas o que havia de mais luxuoso para a época. E o resultado da sua “exigência” chegava através dos vários títulos de campeão do carnaval cuiabano.

Atração do “Seo Nhozinho” pelo carnaval era cativante. Morador do tradicional Bairro do Porto, a companheira Juvenita Cardoso, estava sempre presente. Em meio a simplicidade daqueles dias, Nhozinho dizia “que era um homem feliz”, e não deixava se abater com as dificuldades de realizar bailes e festas (inclusive religiosas). E todos em sua volta, sentiam uma enorme vibração… e logo entravam no clima da farra com o bloco “Sempre Vivinha”. E os foliões em  comum acordo, tinham pleno contato de viver toda aquela magia…

“Seo Hhozinho” personagem que é impossível desassociá-lo da historicidade dos carnavais de rua de Cuiabá, numa época em que a diversão, era “Sempre * * Vivinha”.

*Edileuza Faria é Jornalista e Bacharel em Direito