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“Trabalho é uma das maiores vitórias na vida do meu filho”, narra mãe de jovem

Alysson Nunes tem 19 anos e pela primeira vez na sua vida conseguiu um trabalho. Ela vai trabalhar como assistente administrativo no Hospital São Benedito, em Cuiabá. Para sua mãe, a dona de casa Ilda Gomes, “esse trabalho é uma das maiores vitórias na vida do meu filho”.

O rapaz é aluno da APAE há 5 anos, quando sua mãe aceitou que ele tem uma deficiência que o impedia de estudar em escola regular. Ele tem “síndrome do X frágil”, que é uma desordem do cromossomo X, responsável por causar um número grande de casos de deficiência mental e distúrbios do comportamento.

Ilda disse que não poderia estar mais orgulhosa pela conquista do filho. “Nunca imaginei que ele teria a possibilidade de entrar para o mercado de trabalho. Esse era um grande sonho dele. Foi uma grande alegria tanto para mim, quanto para ele ir ao banco para abrirmos uma conta para ele receber seu salário. Estou maravilhada com este projeto, pois está dando a oportunidade para  pessoas deficientes tornarem-se cidadãos”, comemora. Alysson, por sua vez, já faz planos com seu primeiro salário. “Vou ajudar nas contas da minha casa e comprar roupas para mim. Estou muito animado para trabalhar”.

Este emprego que Alysson conseguiu faz parte do Programa Cuiabá Trabalho e Inclusão, desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), lançado nesta terça-feira (24). Foram contratadas no Hospital São Benedito 12 pessoas com deficiência para os cargos assistente administrativo, técnico de suporte, recepcionista, auxiliar de serviços gerais, técnico administrativo plantonista, camareira e técnico de enfermagem, que receberão remunerações entre R$ 1.321,44 e R$ 2.220,08.

Durante o lançamento do Programa, a secretária municipal de Saúde, Elizeth Araújo, enfatizou que é preciso que a humanidade aprenda a lidar com as diferenças. “Esse projeto é um grande passo para que possamos nos tornar ser humanos melhores. Por meio dele, conseguiremos alcançar o que o prefeito tanto nos pede: o carinho com as pessoas, a inclusão e a humanização. Em breve lançaremos nosso processo seletivo, onde parte das vagas será destinada às pessoas com deficiência, para que possamos incluí-los nos hospitais, pronto-socorro e em todos os espaços onde temos unidades de saúde, pois toda a experiência boa deve ser acatada e multiplicada” comentou.

Álvaro Varella, diretor administrativo da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, representada pelo Hospital São Benedito, disse que tem certeza que em breve nascerão outros projetos como este em outras secretarias. “Este projeto era um sonho do prefeito e abrimos as portas do Hospital para que ele se concretizasse. Vivemos num mundo cheio de discriminação e as pessoas não aceitam quem tem necessidades especiais. Nós, que nos dizemos normais, temos muitas deficiências. Estamos prontos para continuarmos junto com o prefeito este trabalho”.

O diretor-geral do Hospital São Benedito, Huark Correa, destacou a iniciativa. “Quero parabenizar o prefeito. O senhor tem pedido para a gente em todas as reuniões para darmos ênfase na questão da humanização e da inclusão social. Nós  trabalhamos em gestão, com números, mas sabemos que não podemos esquecer que só estamos aqui porque existem pessoas para cuidarmos: os pacientes e nossos funcionários”, disse.

O prefeito Emanuel Pinheiro finalizou o evento visivelmente feliz. “Um dos focos do meu mandato é a humanização da gestão pública. Pretendemos avançar na saúde pública, para que tenhamos uma saúde digna, de qualidade,  igualitária, solidária, que permita que a população tenha um atendimento diferenciado e humanizado. Meu sonho é fazer Cuiabá avançar no processo para tornar a capital um case de sucesso na saúde pública. O lançamento do Programa  Cuiabá Trabalho e Inclusão é um grito à liberdade à solidariedade. A Constituição diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. A pessoa com deficiência é amparada por essa lei, que assegura a participação igualitária delas na sociedade. Mas ao longo do tempo elas têm demonstrado que se superam. Elas se empenham em desempenhar suas tarefas até mais que as pessoas sem deficiência. Essa é uma prova de que é possível construir uma sociedade onde todos sejam iguais e tenham os mesmos direitos”, concluiu.

 

Por Roberta Penha – Secom|Cuiabá