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Vaidade, comida farta, casais gays… Veja o que surpreendeu estrangeiros

Turistas na Olimpíada listam o que acharam mais inusitado no Rio.
Arroz com macarrão, filas no mercado e beijos na rua foram citados.

As porções de comida são enormes, as mulheres são muito vaidosas, as pessoas não falam inglês e as filas de supermercado são muito lentas no Brasil. Ao menos essa é a conclusão, após uma conversa com estrangeiros que conheceram o país durante os Jogos Olímpicos.

O G1 perguntou a 15 turistas de países como Finlândia, EUA, Alemanha, Argentina e Dinamarca o que mais os surpreendeu durante a viagem. Veja as respostas deles no vídeo acima e no texto a seguir.

Tuuka Tolvanen (Finlândia)

Tuuka Tolvanen, da Finlândia (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Tuuka Tolvanen, da Finlândia: muita comida  (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“Você pede um prato individual no restaurante, mas dá para três pessoas. As porções de comida são enormes, e eu adoro isso. Na Finlândia vem bem menos comida, e se você quiser ficar cheio, tem que pedir duas porções.”

Cori Snelson (EUA)

Cori Snelson, dos EUA (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Cori Snelson, dos EUA: nada de café para levar (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“Acho as filas dos supermercados muito lentas. Tudo o que eu quero comprar eu demoro uma eternidade esperando. Outra coisa: aqui não tem café para viagem em nenhum lugar. Sempre tem que sentar, pedir, esperar e tomar na lanchonete. Isso me deixa louca, mas por outro lado me obriga a sentar e relaxar por alguns minutos. O cigarro também me chamou a atenção. Todo mundo aqui fuma, em bares, do seu lado. Mas eu amo os brasileiros e poderia me acostumar com tudo isso.”

Fernando Olivares e Denis Martinez (Argentina)

Fernando Olivares e Denis Martinez, da Argentina (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Fernando Olivares e Denis Martinez, da Argentina: mulheres são muito vaidosas (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“As mulheres aqui são muito vaidosas. Elas usam muita maquiagem, se penteiam muito, se produzem mesmo. E são divinas. Também nos chamou a atenção a mente aberta em relação à homossexualidade. Aqui vimos muito mais casais gays do que no nosso país. Além disso vocês comem muita coisa frita, muita farinha, muito lanchinho. As pessoas andam, comem um salgado, continuam caminhando, é diferente da Argentina.”

Michelle Gorry (Austrália)

Michelle Gorry, da Austrália (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Michelle Gorry, da Austrália: papel higiênico é no lixo (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“Lá a gente joga o papel higiênico no vaso sanitário, enquanto aqui vocês jogam no lixo. O café da manhã também é muito diferente. A gente não come tanto queijo e presunto, por exemplo. Também não consegui achar leite fresco nas lojas, só tem aqueles de embalagens longa vida.”

Federico Ledesma (Argentina)

Tomas Ledesma, da Argentina (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Tomas Ledesma, da Argentina: caminhões demais nas estradas (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“Achei curiosa a forma amorosa que os brasileiros têm de se expressar em público. Vi muitos casais se beijando e demonstrando muito amor, tudo na rua. Na Argentina é mais reservado, a gente não se expõe tanto em público.”

Katrine Jessen e Cecile Dam Nielsen (Dinamarca)

Katrine Jessen e Cecile Dam Nielsen, da Dinamarca (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Katrine Jessen e Cecile Dam Nielsen, da Dinamarca: arroz e feijão até com batata e macarrão (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“Vocês comem arroz e feijão com tudo, até com batata e macarrão. E o trânsito aqui é insano: leva quase o mesmo tempo para atravessar o Rio do que para atravessar a Dinamarca. O clima muda muito em um dia só, e ficamos surpresas também de ver que quase ninguém fala inglês.”

Tim Duchow e Xenia Sandek (Alemanha)

Tim Duchow e Xenia Sandek, da Alemanha (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Tim Duchow e Xenia Sandek, da Alemanha: filas de supermercado lentas demais (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“Se você vai ao supermercado, fica 30 minutos no caixa, porque as atendentes ficam fazendo a unha, arrumando o cabelo. Na Alemanha tem que ser rápido. Acho que as pessoas aqui têm mais tempo e são mais relaxadas. Deve ser por causa do clima: o inverno de vocês é melhor que o nosso verão. Achamos o português um idioma difícil, porque é muito diferente o jeito que escreve e o jeito que se pronuncia. E ninguém fala inglês, o que dificulta, mas também torna a viagem divertida, porque tentamos nos comunicar com gestos.”

Tomas Ledesma (Argentina)

Federico Ledesma, da Argentina (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Federico Ledesma, da Argentina: ele se surpreendeu ao ver beijos tórridos na rua (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“Vim dirigindo e fiquei impressionado com a quantidade de caminhões. Na argentina também tem, e eu achava que era muito, mas aqui tem muito mais. Também achei estranha a discrepância entre as velocidades permitidas nas estradas. Em um lugar você pode ir a 100 km/h, de repente muda para 60 km/h.”

Cristophe Draye (Bélgica)

Cristophe Draye, da Bélgica (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Cristophe Draye, da Bélgica: calçadas perigosas para pedestres (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“As calçadas são muito estreitas. Acredito que seja muito perigoso para o pedestre andar nas ruas. O governo tinha que melhorar isso. Outra coisa é que ninguém fala inglês, o que é um obstaculo para o turismo. É dificil se comunicar com brasileiros em restaurantes, táxis etc.”

Alina Lotschov (Suíça)

Alina Lotschov, da Suíça (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Alina Lotschov, da Suíça: carne e frutas excelentes (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“OBrasil não é sempre bem organizado, você precisa esperar demais para tudo, mas fora isso eu adoro. A carne daqui é excelente. Tem muitas frutas diferentes das da Suíça, como maracujá, manga. O sol também é perfeito.”

Ali Schwarz (EUA)

Ali Schwarz, dos EUA (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Ali Schwarz, dos EUA: tapioca e guaraná (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“Comer arroz com feijão todo dia. Nunca tinha visto isso e acho tão bom! Adoro a comida brasileira. Como tapioca toda manhã, amo coxinha, guaraná. E o açaí é melhor aqui do que em qualquer lugar.”

Heli Katajamaki (Finlândia)

Heli Katajamaki, da Finlândia (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Heli Katajamaki, da Finlândia: mosquitos (Foto: Flávia Mantovani/G1)

“O trânsito é muito imprevisível, nunca sabemos quanto tempo leva para ir de um lugar para o outro. Com isso fica difícil planejar os compromissos. E os mosquitos brasileiros parecem gostar muito do sangue finlandês. Saí na rua e em um minuto levei dez picadas na perna.”

Do G1 – Rio