O Brasil que agoniza – 2

Seguindo o tema, é bom lembrar que o fim do regime do improviso que se encaminhou nesse segundo mandato-problema da presidente Dilma Rousseff respeita a cara de uma nova sociedade brasileira.  Pior. A nova face de uma sociedade espremida entre a própria mediocridade política a pressão mundial que nos cobra modernidade e atitudes. Bom lembrar que o Brasil figurava até 2014 como a 6ª. economia mundial. Antes do naufrágio da era petista e da esquerda acadêmica brasileira. Hoje a recuperação da imagem brasileira virá junto com o ressurgimento de um espírito nacional morto na divisão de classes e na pobreza de propósitos dos últimos anos.

Vamos falar do Brasil depois de 1992 quando caiu o governo Collor de Mello. Substituído por um vice pouco conhecido e pouco brilho, o espírito de um pacto das forças nacionais pela governabilidade deu-lhe condições de resgatar a estabilidade da economia brasileira. O mundo que não respeitava a vergonhosa política econômica do Brasil percebeu o esforço nacional pela re-estabilização da empobrecida moeda brasileira.

Porém, o mundo político nacional gravitava no entorno desse país de moeda estável e nunca esteve muito interessado no futuro. Sua tese herdada da História brasileira é a de sugar as vantagens possíveis e retribuir com a mais absoluta mediocridade de propósito a qualquer futuro de nação.  De um lado a população contribuiu e respondeu com trabalho, embora despolitizada. E o mundo político respondeu com a sua mediocridade histórica de 500 anos

O estágio de deterioração dos partidos políticos que determinou a morte da política como instituição reguladora das relações entre os cidadãos e o Estado, matou o projeto de nação. Por azar nosso, o poder foi assumido em 2002 pela esquerda acadêmica e sindicalista sem experiência e sem compromisso com o espírito de nação. Apenas com o espírito de poder e a aventura de “uma vez lá veremos o que podemos fazer”.

Amanhã encerraremos está série apontando os pontos do Brasil que agoniza e morrerão nesses próximos anos virtuosos, se Deus quiser!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br   www.onofreribeiro.com.br