Segurança pública

A população amanheceu na quinta-feira com a notícia de que o governador Pedro Taques assumirá a Secretaria de Segurança por tempo indeterminado. O secretário Fábio Galindo teve que se afastar por ser promotor público, com o impedimento recente do Supremo Tribunal Federal de ocupar cargos no executivo. O mesmo se deu com a promotora Ana Flávia Peterlini e alguns adjuntos, no Meio Ambiente.

Embora a área do meio ambiente seja profundamente problemática, porque a sua ineficiência histórica afeta os negócios, a segurança afeta as pessoas. Portanto, acaba mais nevrálgica. Discuti com pessoas da área da segurança o efeito da ida do governador acumular a secretaria de segurança pública. Nesses 40 anos em que resido em Mato Grosso assisti junto com os mato-grossenses a segurança decair ano após ano, governo após governo. Na opinião dessas pessoas faltou nesses anos todos não só capacidade. Faltou poder de resolutividade aos dirigentes da segurança pública.

Mas faltou também um planejamento eficiente e com visão de Estado. Houve planejamentos para governos darem respostas imediatas à sociedade sem levar em conta a continuidade no futuro. A criminalidade foi aumentando ano após ano com causas diferentes, mas todas enraizadas nos mesmos problemas. A fronteira do Brasil com a Bolívia e o aumento da criminalidade no estadão, decorrente da entrada de drogas, de armas, resultando em assaltos a bancos, a caixas eletrônicos, a carros-fortes, a empresas comerciais, etc. Não se diagnosticou tudo isso pensando num planejamento de longo prazo.

Algumas tecnologias, hoje muito mal usadas, vindas para a copa do mundo. O governador à frente da secretaria, se quiser pôr ordem na segurança, e tem, poder pra isso, poderá fazê-lo. Além do fato de ter conhecimento como ex-procurador que foi por longo tempo. Sua capacidade de tomar e de determinar soluções rápidas e eficientes sem depender das hierarquias, pode mudar a cara da segurança. Mas penso que o maior benefício seria a construção de um planejamento duradouro e eficaz. A insegurança chegou ao nível de guerra civil em Mato Grosso.

A torcida é grande pra essa circunstância especial na segurança pública. Espera-se muito do novo secretário.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

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