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Wellington pede votação rápida de impeachment: “ruas também serão ouvidas”

Ao presidir a sessão plenária do Senado nesta sexta-feira, 18, o senador Wellington Fagundes (MT), líder do Partido da República, defendeu uma rápida apreciação do processo de impeachment aberto contra a presidente Dilma Rousseff. Sugeriu que a Câmara dos Deputados cumpra o rito, sem retardar as sessões ou utilizar de outras manobras. Segundo ele, a definição desse tema é de alto interesse do país. “Além de discutir o processo de impeachment, penso que nós temos que discutir também o futuro desta Nação” – disse o republicano.

Em aparte ao pronunciamento de um dos líderes da oposição, senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), Wellington disse ser “importante que o Brasil seja passado a limpo” e discordou que o processo de impeachment da presidente Dilma seja analisado apenas do ponto de vista das denúncias colocadas pelos autores do pedido. “Na verdade as ruas têm que ser ouvidas. Nós não podemos deixar de ouvir o sentimento da população”, frisou o republicano.

Wellington enfatizou que o impeachment faz parte do processo democrático e com previsão constitucional. “Portanto, propor e analisar o impeachment é um dever do Congresso Nacional” – disse, ao destacar, no entanto, que o tema não pode mais continuar ‘entravando’ o país. A votação do processo de impeachment no plenário da Câmara dos Deputados deve acontecer entre os dias 11 e 15 de abril.

Na quinta-feira, a Câmara dos Deputados criou e compôs a Comissão Especial para deliberar sobre o impeachment, com representação de todos os partidos políticos. O republicano explicou que, independentemente da posição da comissão, o processo irá a plenário da Câmara,  que decidirá sobre um possível afastamento da presidente. “Depois virá para cá, para o Senado da República, para que possamos tomar a posição final” – salientou.

Wellington observou que o PR faz parte da base do Governo, mas que não deixará  de ouvir os reclamos da população, e com legitimidade”. Moderado, garantiu que vai ouvir a todos. “Tirarei as minhas conclusões e votarei, se chegar aqui no Senado, com muito equilíbrio. Agora, é claro que não me curvarei àqueles que, de forma radical, entendem que eu tenha que tomar uma postura isolada, sem ouvir o partido, ou sem consciência daquele que é o meu papel, para o qual fui eleito legitimamente” – acrescentou.

O líder do PR, se dirigindo ao senador Caiado, fez questão de dizer que não existe antagonismo com a oposição dos Democratas. “Tenho certeza de que também haveremos de discutir o futuro deste País, que é o que a população mais espera” – salientou, lembrando que a população tem também outras expectativas. Sobretudo, os trabalhadores e empreendedores: “há a possibilidade da inflação, que a cada dia se aproxima mais da população. Também do desequilíbrio econômico, que pode afetar – e já está afetando – milhares de pessoas” – disse.

Com a concordância de Caiado, Wellington lembrou, com efeito, que “quem está na fila de espera em um posto de saúde – a família, o pai, a mãe – tem pressa. Como também tem pressa quem está em uma estrada esburacada”. Por isso, disse acreditar que os embates e debates devem ser orientados no sentido “de procurar um caminho para que possamos tirar o Brasil da crise política e da crise econômica”.

 

Em outro momento da sessão desta sexta-feira, Wellington Fagundes, em debate com o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), defendeu que o debate do impeachment da presidente Dilma abre ainda a oportunidade para que os partidos políticos busquemos a solução para o País porque, segundo ele, a crise e o embate configuram  a pior situação. “Vamos com equilíbrio, buscar encontrar o melhor caminho para podermos criar oportunidades para nossas futuras gerações” – concluiu.

 

Da Assessoria